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segunda-feira, março 8

E caminhava pela rua, e observava a própria sombra.
Sentia uma sensação estranha, não sabia explicar mais havia algo diferente. Viveria uma nova fase talvez. Era assim que acontecia, as novas condições lhe traziam sensações estranhas, logo se acostumaria.
O que era dessa vez? O que a menina sentia? 
Queria voar, e sentia que podia. Bastava se sentar em um canto com silêncio, vento no rosto, caneta e papel. Voaria.
Seria capaz então de descrever todos os lugares do mundo desde que tivesse papel e caneta, e claro, vento no rosto, mesmo que nunca tivesse conhecido o tal lugar, saberia, porque estava sobrevoando o mundo e atravéz de uma fina membrana poderia então tocar a vida. Saberia os seus limites; enquanto escrevesse saberia os seus finos e delicados limites. Se esforçando, quem sabe, chegaria em seu próprio limite, entre a sanidade e a loucura, o ápice de uma simetria perfeita entre verbos e rimas, teria nesse ponto tocado o tempo. Um pé cá, outro lá, entre a razão e o algo a mais que só quem já pode perdê-la sabe dizer.  
Então descobrira a sua nova condição, a menina agora era poeta.
Viu na própria sombra uma figura mística, rara e diferente. Que tinha os olhos cantantes, a fala doce, um coração que sangra, uma alma que chora e um todo que sente, mais do que tudo e em primeiro lugar sente, e sente com infinita delicadesa e ardência, porque toca a vida, por uma fina e resistente membrana que se chama amor. 

    

15 Espantos:

Denise Portes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Denise Portes disse...

Que blog lindo!
Obrigada por sua visita ao Delírio da Bruxa, também gostei muito daqui, vou voltar.
Um beijo
Denise

Joy disse...

Uau!
Eu nem pensei no amor enquanto lia o texto.
Gosto de escritos assim, onde o autor revela claramente o que ele escondeu durante todo o texto!

Beijinhos

Leandro blogger disse...

Ai Bahh você escreve de um jeito tão forte e delicado ao mesmo tempo, que eu simplesmente me apaixono.
Mudanças, oh mudança que sempre vem quando eu não espero...

“Então descobrira a sua nova condição, a menina agora era poeta”
(Acho que agora é uma doidivanas rsrs *)
Lindo texto.

continuando assim... disse...

convite para seguir a história de Alice, lá no
--- continuando assim... ---
vai no capítulo 4 ...e ainda há tanto que contar :)

um beijinho desde aqui
teresa

Arco Irís disse...

Me deixou com os olhos marejados. Muito muito lindo. :)
Obrigada por essa viagem :)

Beijããão!

Ju Fuzetto disse...

Lindissimo post!!

Inspirador!!!

beijos

A. Reiffer disse...

Muito belo texto, profundo e inspirado.

Sarah Slow disse...

Epantosamente belo! Adorei! Parabéns, beijinhos!

Mais um imundo no mundo impuro. disse...

Intenso, gosto de ler coisas assim!

Abraços!

Malaguetta disse...

a primeira a escrever,versos em folhas secas,pro acaso levar ;)

Filipe Garcia disse...

Ei, Bahh!

Que possamos todos, em um só abraço, dar boas vindas a essa nova poetisa que surge. A essa alma sensível que capta o amor em suas dimensões diversas, em suas formas variadas, em seus sons e gestos escondidos.

Porque descobrir-se poeta é todo dia, é o mesmo que olhar pro sol nascendo e descobri-lo mais bonito porque um raio diferente despertou uma flor. Bonito pra alguns, brega para outros, indiferente para muitos.

Boas vindas, pois! Poetas são raros.

Um beijo!

Laysla. disse...

"Queria voar, e sentia que podia. Bastava se sentar em um canto com silêncio, vento no rosto, caneta e papel. Voaria."

Liberdade que te permite ir e vir, sem sair do lugar. Liberdade boa, imensa, essa, não é, Bá?! :)

Joel Vieira disse...

Adorei seus escritos!
Nao conseguirei sair desse blog sem antes estar seguindo.rsrs

Abraços !

Sylvia Araujo disse...

Ser poeta é abraçar o mundo com olhos de amor.

Lindo, lindo!

Beijoca