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quarta-feira, dezembro 9

Um fim de tarde.

O dia amanheceu nublado. O sol parcialmente escondido entre as nuvens.
Escovei os dentes, lavei o rosto. Vesti o uniforme do colégio, peguei no guarda-roupa uma calsa jeans qualquer, coloquei os meus velhos tênis All Star.
Sentei-me na mesa, tomei o café da manhã e fui para a aula.
Eu não esperava nada daquele dia. Seria só mais um na minha monótona rotina.
Eu estava enganada. Este seria um grande dia.
Enquanto percorria a longa tragetória entre a minha casa e a escola ia ouvindo "Wish you were here" Pink Floyd. Voltei a música várias e várias vezes até entrar na sala.
Assisti ás aulas mais entediada do que de costume, na verdade eu acho que dormi na aula de filosofia. O tédio é como um veneno para mim, vai percorrendo lentamente pelo meu corpo, lentamente de mais.
Sai da escola, fui para casa, almoçei, sentei na sala e começei a não assistir a TV. Estranho, mais eu nunca assisto televisão, eu simplesmente uso a tela colorida para não ter que justificar ás pessoas que estão por perto porque eu estou olhando pro nada. Eu acho que passei umas duas horas não assistindo TV.
Minha mãe me despertou dos meus devaneios, eu sinto que ela nunca percebe que eu não estou realmente no aqui e no agora, mais é melhor assim, dar explicações sobre o meu comportamente adolescente é algo que eu não gosto de fazer. Sorridente como sempre ela me pediu que fosse fazer umas coisas no centro para ela. Eu fui. No caminho e continuei a ouvir a mesma música. Decidi que ela seria a música do dia.
Andando devagar e olhando para o chão simplesmente para não ter que perceber que estou cruzando com algum conhecido, se ele me chamar eu também não vou escutar porque os fones de ouvido estão no último volume. E depois eu simplesmente posso dizer que estava muito distraida. Anti-social? eu acho que sou sim. Tem dia que a disposição das pessoas a serem gentis me irrita. Profundamente.
Fui ao supermercado, á farmácia, entrei na livraria para verificar se havia algun livro novo e interessante, e para terminar resolvi entrar na padaria e confeitaria para comprar algo gostoso, naquela hora já estava com fome.
Foi quando eu sai do meu estado de alienação quanto mundo exterior e resolvi prestar atenção no tempo. Começou a trovejar bastante, entrei na padaria e a chuva começou a cair furiosamente.
Pedi um pedaço de bolo, me sentei para comer. Foi quando ele entrou, provavelmente para se abrigar da chuva.
Quem era ele?
No momento eu ainda não sabia, mais nos próximos meses ele seria a pessoa que ocuparia o primeiro e último pensamento do meu dia. Seria ele que nos próximos meses estaria presente nos meus devaneios enquanto eu não assistia TV. Seria ele que me faria sentir mais feliz do que últimamente.
Mais naquela tarde nublada quando ele entrou naquele lugar, conseguiu desviar a minha atenção e me fazer concentrar nele. Ele era alto, tinha os cabelos castanho claro, olhos verdes e grandes. Ele por um momento olhou para mim. Eu desviei o olhar e voltei para o meu bolo. Duas semana depois ele me diria que me achou gulosa, aquele pedaço de bolo parescia muito grande para mim. Eu ri.



Republicação.
Publicado pela primeira vez em 05/11 por mim mesma no Blog Às vezes

3 Espantos:

Kaique disse...

As vezes nao consigo destingui si vc fala di vc !! o di uma pessoa ki existe apenas em suas historias ^^

Marcela Alves disse...

Ai que coisa mais lindah, eu quero descobrir o final dessa historia!

bjos

ana carolina campos disse...

realmente amei *-* você escreve muito bem, consegue passar os sentimentos, da pra se perder no meio dessa história.